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![]() "O meu corpo desnudo!"
Muitas vezes, a sós, eu me analiso e estudo, Meu gosto crimino e busco, em vão, torcê-los Muito incrível a paixão que me absorve por tudo Quanto é sedoso, suave ao tato o teu desvelo! Amo as noites de luar porque são de veludo, Deliciando-me quando, acaso, sinto, pelos Meus frágeis braços, sobre o meu corpo desnudo Em carícias sutis, vão rolar nos meus cabelos. Pela fria estação, que aos mais seres escolhidos Andam-me pelo corpo mil espasmos repetidos, O meu tato sempre se estende a todos os sentidos! Sou toda languidez, sonolência, preguiça, desvelo Se me quedo a fitar teus lindos olhos escondidos. É muito melhor tê-lo de longe, do que jamais vê-lo! Maria Augusta da Silva Caliari
Enviado por Maria Augusta da Silva Caliari em 11/03/2018
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