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![]() "Especialmente para os nossos dias!"
O Senhor destruiu sem piedade todos os campos de Jacó, em sua ira deitou abaixo as fortificações da cidade de Judá lançou por terra, aviltou a realeza e seus príncipes. Sentados no chão, em silêncio, os anciãos da cidade de Sião espalharam cinza na cabeça, vestiram-se de saco, as jovens de Jerusalém inclinaram a cabeça para o chão. Meus olhos estão machucados de lágrimas, fervem minhas entranhas, derrama-se por terra o meu fel diante da arruinada cidade de meu povo, vendo desfalecerem tantas crianças pelas ruas da cidade. Elas pedem às mães: 'O trigo e o vinho, onde estão?' E vão caindo como derrubadas pela morte nas ruas da cidade, até expirarem no colo das mães. Com quem te posso comparar, ou a quem te posso assemelhar, Ó cidade de Jerusalém? A quem te igualarei, para te consolar, ó cidade de Sião? Grande como o mar é tua aflição, quem poderá curar-te? Teus profetas te fizeram ver imagens falsas e insensatas, não puseram a descoberto a tua malícia, para tentar mudar a tua sorte, ao contrário, deram-te oráculos mentirosos e atraentes. Grite o teu coração ao Senhor, em favor dos muros da cidade de Sião, deixa correr uma torrente de lágrimas, de dia e de noite. Não te concedas repouso, não cessem de chorar as pupilas de teus olhos. Levanta-te, chora na calada da noite, no início das vigílias, derrama o teu coração, como água, diante do Senhor, ergue as mãos para ele, pela vida de teus pequeninos, que desfalecem de fome em todas as encruzilhadas. Livro das Lamentações 2,2.10-14.18-19 Maria Augusta da Silva Caliari
Enviado por Maria Augusta da Silva Caliari em 30/06/2018
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