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![]() "No amor impossível cabem todos os sonhos!" O que torna os amores impossíveis mais bonitos é justamente a impossibilidade. Esta o atrai. A dificuldade nos impulsiona, nos motiva. Exatamente como o perigo. As pessoas gostam de se medir às dificuldades porque têm necessidade de provar que são mais fortes. Assim, quanto mais difícil, mais o amor parece ser grande, excepcional e único. E quem não quer viver algo grande, excepcional e único?! Num amor impossível cabem todos os sonhos, todas as perfeições, o mínimo detalhe é idealizado. Colocamos na nossa cabeça que aquela pessoa é exatamente o que esperamos da Vida, mesmo se tudo parece contra. Ele fica pra sempre, mesmo se outros amores vêm e vão depois… e deixa aquela sensação de inacabado que nos persegue pra sempre. Creio que no quebra-cabeças da Vida é aquela pecinha que fica faltando para completar o todo. E mesmo se as noventa e nove outras estão lá, é aquela que falta, só aquela que deixa aquela dorzinha estranha que a gente não sabe definir, mas que sente de forma tão nítida e clara. Acontece de um amor impossível tornar-se possível e isso quase sempre rouba a magia do sentimento. Inconscientemente, muitos sabem disso, o que leva pessoas a preferirem viver um impossível que dá satisfação que um possível que pode abrir os olhos para a realidade. Porque, uma vez que o amor torna-se possível, acaba a expectativa, acaba o sonho… e o homem foi feito pra ter sonhos, pra esperar por eles! O que explica o porquê de uma pessoa amar outra pela eternidade e nunca se declarar, de certos amores virtuais preferirem continuar no virtual. Um amor impossível pode marcar uma pessoa mais que toda uma Vida vivida ao lado de outra. E no Outono da vida, quando o Passado se faz mais Presente que o próprio Presente, é aquele amor que vai fazer brilhar os olhos e lembrar ao coração que ele ainda bate. O impossível é belo!… como o Arco-íris, o Horizonte, o Céu, o Infinito!… que mantém acesa a chama no coração do homem e da mulher e os faz sentir-se vivos,eternamente vivos! Maria Augusta da Silva Caliari
Enviado por Maria Augusta da Silva Caliari em 03/02/2022
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