
"As crianças pensam assim"
No descomeço era o verbo.
Só depois é que veio o delírio do verbo.
O delírio do verbo estava no começo, lá
onde a criança diz: Eu escuto a cor dos
passarinhos.
A criança não sabe que o verbo escutar não
funciona para cor, mas para som.
Então se a criança muda a função de um
verbo, ele delira. E, depois, em poesia, que é voz de poeta, que é a voz de fazer nascimentos lindos em profusão é, quando o verbo tem que pegar delírio. E, assim, vamos crescendo e deixando a pureza para trás, não é vero?
Divinal, mega poeta Jacó Filho
"O PODER DA INOCÊNCIA"
No sorriso da criança,
A inocência transparece,
Mas a medida que cresce,
Esse poder e confiança,
Ganhando contornos adulto,
Parecem mais um insulto,
Com pitadas de saudades,
Da Infância e da felicidade...
Enviado por Maria Augusta da Silva Caliari em 11/10/2025
Alterado em 12/10/2025