
"O Tapete da Terra"
Relva estende o seu manto de seda,
Verde carícia que o Chão desenha,
Onde cansaço do Mundo se enreda.
Alma encontra quem a contenha.
Cama fresca de orvalho banhada,
Macia entrega aos pés do viajor,
Sente pulsar da terra guardada,
Sob veludo de um verde esplendor.
Deitar-se nela é esquecer o Concreto,
É ser abraçado por um Teto aberto,
No toque leve de um campo sem fim.
Relva é repouso do Tempo que passa,
Sopro de vida, de calma e de graça,
Crescendo humilde no meio d'um jardim.
Enviado por Maria Augusta da Silva Caliari em 20/01/2026