
"Carestia invade cada sala"
O preço sobe ao Céu, foge da mão,
Enquanto a mesa minguada se cala!
A carestia invade cada sala,
Traz a sombra da escassez e um vão!
O que era farto hoje é privação,
A Vida aperta, o bolso se abala,
E a Esperança, mofina, se embala
Na conta amarga de um seco quinhão!
Olha-se a feira com o olhar ferido,
Onde o sustento virou raridade,
E o sonho humano jaz ali perdido!
Pois na balança da desigualdade,
O Grão de Trigo torna-se Proibido,
Furtando do homem sua dignidade!
Enviado por Maria Augusta da Silva Caliari em 06/02/2026