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Vendaval, dança bruta"
O vendaval não pede licença! Ele é o grito súbito de um Céu que cansou de ser estático. Começa com um assobio cortante entre as frestas, um aviso de que a ordem das coisas está prestes a ser revogada. Não é apenas Vento, é uma faxina bruta: arranca as folhas secas que insistiam em não cair, desmancha os penteados feitos para a futilidade e vira do avesso os guarda-chuvas que tentavam conter o inevitável.
Há uma beleza feroz nessa desordem. No meio do redemoinho, a poeira dança com as memórias, e o que era sólido parece flutuar na incerteza do Ar. O vendaval é o movimento puro, a força que nos lembra que nada — nem o telhado mais firme, nem o ego mais inflado — está imune ao sopro da mudança. Quando ele passa, o silêncio que fica não é o mesmo de antes! É um vazio limpo, pronto para ser preenchido pelo que restar de pé.
processo de renovação necessária
O vendaval, então, deixa de ser ameaça para se tornar o grande varredor de destinos. Ele chega como um remédio amargo, arrancando as crostas de mesmice que o Tempo depositou sobre as janelas da Alma. É a ventania que desaloja o pó do que não serve mais, derruba os muros de papel da nossa futilidade e nos obriga a fechar os olhos para, finalmente, enxergar o que nos pulsa por dentro.
Nessa dança bruta, o que é frágil se quebra para que o que é autêntico possa respirar. Não é destruição, é poda; é o Céu soprando para longe as Nuvens pesadas de ontem, abrindo clareiras para o Sol de Amanhã. Quando o Vento enfim descansa, o chão está coberto de restos, mas o Ar... o Ar é novo, leve e perigosamente limpo. Sobrevivemos ao sopro e, no vazio que ficou, descobrimos que agora temos espaço de sobra para recomeçar,não é vero?
Divinal, poetaJacó Filho
"DEPOIS DA TEMPESTADE"
Pra humanidade dá um salto evolutivo,
Antecede o fato, o caos e cataclismos...
E temos fartos indícios que está ativo,
O protre loucuras e cinismos...
Pra humanidade dá um salto evolutivo,
Antecede o fato, o caos e cataclismos…
cesso que para haver, é preciso...
Psicopatas por gestores,
Impondo tais ditadores,
Regras e atos destrutivos,
Entre loucuras e cinismos...
Pra humanidade dá um salto evolutivo,
Antecede o fato, o caos e cataclismos…
Enviado por Maria Augusta da Silva Caliari em 10/02/2026
Alterado em 12/02/2026