
Na quarta-feira, volta-se ao que é o Ser!
A rua acorda com hálito de asfalto e solidão,
Onde o confete pisa o rastro da alegria morta.
A máscara, caída, é o rosto da desilusão,
E o eco do tambor já não bate à nossa porta.
O brilho que sobrou na pele é lembrança vã,
De um amor de três dias que o sol desfez no cais.
A futilidade, vestida de cetim e de amanhã,
Descobre que o reino de papel não volta mais.
Resta o suor seco, o pé cansado e o vazio,
Uma saudade amarga do que nem chegou a ser.
O folião, despido, sente o sopro de um frio,
Pois a vida, agora, é o que resta pra viver.
Varrem-se as cores, guarda-se a fantasia,
Na quarta-feira volta-se ao que é o Ser!
Divinal, mega poeta Jacó Filho
"QUARTA FEIRA"
Porque das cinzas, renasce,
Purificado pro bem,
Faz da ressaca resgate,
Com a luz que do céu, vem...
Para abrir nossa mente
Aos efeitos transcendentes,
No folião que dançasse
Para alegrar alguém...
Porque das cinzas, renasce,
Purificado pro bem...
Enviado por Maria Augusta da Silva Caliari em 11/02/2026
Alterado em 13/02/2026