
"Paredes vizinhas, guardam segredos"
Multidões que esbarram, mas não se veem,
No fluxo mecânico de um trem que não para.
Milhares de nomes que o asfalto retém,
Onde o brilho do neon a alma mascara!
Janelas acesas como olhos distantes,
Paredes vizinhas que guardam segredos.
Somos ilhas de vidro, seres errantes,
Afogados na pressa e cercados de medos!
Onde o Wi-Fi conecta, o abraço se perde,
A futilidade moderna é o nosso abrigo.
Nesse oceano cinza que o tempo morde,
Ninguém é estranho, mas ninguém é amigo!
Um grito mudo no meio do cruzamento.
Cada um carrega o próprio vazio antigo!
Enviado por Maria Augusta da Silva Caliari em 12/02/2026