
"Sirene alerta o desespero"
O ferro grita contra o chão,
A buzina rasga o pensamento,
É um tropel de confusão,
Que viaja solto pelo Vento.
Onde se esconde o coração
Nesse cruel engrenamento?
Grito de máquina e de gente,
Sirene alerta o desespero,
O som que invade, inclemente,
Não tem limite nem tempero.
A Paz se torna um sonho ausente,
Nesse barulho passageiro!
Dentro da Alma o som ecoa,
Zumbido vil que não descansa,
A mente exausta, solta, à toa,
Nessa cacofonia mansa.
Até que o Mundo enfim ecoa,
E a quietude vira u'a bagunça!
Divinal! Jacó Filho
INSÔNIA IMPOSTA
Como sonhar sem dormir,
Se o barulho não deixa?
Sequer podemos ouvir,
A alma prestando queixa...
São sirenes e alertas,
E tudo sem hora certa,
Com poder pra inibir
Sonharmos com quem nos beija...
Como sonhar sem dormir,
Se o barulho não deixa?
Enviado por Maria Augusta da Silva Caliari em 12/02/2026
Alterado em 13/02/2026