
"Obriga o olho a baixar"
O riso que fere o rosto,
A fala que corta o ar,
Deixa no peito o desgosto
De quem não pode gritar.
É um veneno, um gosto,
Que obriga o olho a baixar.
No tribunal da vaidade,
Onde o Juiz é o desdém,
Morre qualquer Liberdade
Sob o comando de alguém.
Pois quem não tem caridade,
Não vê a Dor que isso tem.
A Alma se enconde, ferida,
No canto da Solidão,
Buscando a honra esquecida
No meio do Chão ou num Vão.
Por que a pior investida
É a que fere o coração!
Enviado por Maria Augusta da Silva Caliari em 13/02/2026