
"Sangue, que dorme profundo!
Mãos de neblina, dedos de geada,
Que guardam o gelo de um longo caminho!
Na palma, a história de uma jornada,
Buscando abrigo de simples carinho!
Não é desamor, nem falta de Vida,
É apenas sangue que dorme profundo!
U'a alma que espera, em concha recolhida,
Pelo Calor que desperta o seu Mundo!
Ao tocar outra pele, o choque é centelha,
Um rastro de inverno em pleno verão!
Enquanto o corpo por fora se espelha,
Há um fogo escondido em cada junção!
Pois as mãos frias são portos de espera,
Sonhando com o sopro da primavera,!
Enviado por Maria Augusta da Silva Caliari em 14/02/2026