
"Exploração sexual e desaparecimentos"
No Carnaval, a vulnerabilidade se manifesta em duas faces: a exposição física aos riscos da multidão e a abertura emocional que a fantasia permite. Enquanto a festa é um espaço de resistência e liberdade, ela também acentua perigos reais, especialmente para grupos mais frágeis.
Poeticamente, a vulnerabilidade no Carnaval é o momento em que a máscara "vaza o brilho de um triste olhar". É a coragem de ser sensível em meio ao caos, transformando a fragilidade em um ato de resistência contra a frieza do cotidiano.
A vulnerabilidade física exige atenção do Estado e dos foliões, com campanhas ativas neste ano para mitigar riscos:
Cerca de 80% das mulheres relatam medo de assédio durante a folia. O governo federal e forças policiais lançaram campanhas como a "Cabine Rosa" para denúncias de importunação sexual e descumprimento de medidas protetivas.
Aglomerações aumentam o risco de exploração sexual e desaparecimentos; canais como o Disque 100 são reforçados para denúncias anônimas.
A exposição prolongada ao calor intenso em cidades como Rio e São Paulo em 2026 aumenta o risco de desidratação e insolação.
Cada pai é responsável direto sobre seus rebentos, não é vero?
Enviado por Maria Augusta da Silva Caliari em 17/02/2026