
"Nesse tantão de afeto"
Não foi o luxo, nem a festa vã,
Mas o silêncio manso do café.
O Sol nascendo naquela manhã,
E a paz de saber tal qual quem se é.
Guardo o perfume, o riso, o detalhe,
Onde o acaso se fez de arquiteto.
Antes que o Mundo lá fora atrapalhe,
Eu me refaço nesse tantão de afeto.
É o Dia que a Alma escolheu pra ficar,
Pintado a cores que o Tempo não apaga.
Um cais seguro pra quem quer descansar,
Enquanto a vida lá fora vira mansa vaga.
Nossos momentos se eternizam, paca
Tal qual a brisa leve diante do Mar!
Enviado por Maria Augusta da Silva Caliari em 25/02/2026