
"Digito só teu sobrenome"
Nesse pedaço de vidro e de metal,
Onde o dedo desliza e a Alma espera,
Busco o rastro do teu sinal real,
Nessa fria e moderna quimera!
É nesse telefone, luz e vácuo,
Guardo a voz que o tempo não calou.
Mundo inteiro, imenso e opaco,
Onde o "nós" em silêncio se isolou!
Escrevo o verso, apago e me atrevo,
Nessa tela que brilha e me consome.
É o meu refúgio e o meu degredo,
Onde o teclado soletra o teu nome.
Se a Vida é líquida e a pressa é Lei,
Nesse visor digito só teu sobrenome!
Enviado por Maria Augusta da Silva Caliari em 26/02/2026