
"Inquérito do Fim do Mundo"
Se o Sol não se tapa com a peneira, há realidades que, de tão expostas, acabam virando o próprio Horizonte. No cenário jurídico brasileiro, o Inquérito 4.781, batizado pelo ex-ministro Marco Aurélio Mello como o "Inquérito do Fim do Mundo", completou sete anos,hoje, neste 02 de março de 2026, consolidando-se como um dos episódios mais controversos da nossa História recente.
Dizem que o Paraíso é um lugar onde o Tempo não passa, mas no edifício de mármore da Praça dos Três Poderes, a Eternidade ganhou outro nome. O inquérito nasceu em 2019, de um parto atípico: foi aberto de ofício pelo então presidente do STF, Dias Toffoli, sem a provocação do Ministério Público, e entregue ao ministro Alexandre de Moraes sem sorteio.
O que deveria ser uma investigação sobre notícias fraudulentas e ameaças à Corte transformou-se, na visão de críticos e até da OAB, em um objeto elástico e onipresente. Nele, o julgador também investiga e acusa — uma simbiose que desafia o sistema acusatório tradicional.
Para os defensores, o inquérito foi o escudo necessário contra ataques que visavam implodir a democracia.
Para os críticos, tornou-se um "buraco negro" processual onde o direito de defesa muitas vezes esbarra no sigilo absoluto dos autos
Em 2026, a pressão pelo seu encerramento cresceu, com pedidos formais da OAB ao ministro Fachin argumentando que a "solução extraordinária" já cumpriu seu Tempo e agora gera tensão institucional.
Viver sob o "Inquérito do Fim do Mundo" é aprender que, na política e no direito, o provisório no Brasil tem uma tendência crônica a se tornar permanente. Enquanto o Sol brilha sobre a capital, a peneira das Leis tenta filtrar o que é Crítica, o que é Crime e o que é, simplesmente, a vontade de quem detém a caneta.
O inquérito continua aberto, sob relatoria de Alexandre de Moraes, sem data para terminar, como se o Fim do Mundo fosse, afinal, um Estado de Espírito constante, não é vero?
Divinal, mega poeta Jacó Filho
Não me vejo em condições de opinar, pois não tenho dados suficiente, mas sei que os dois lados estão errados, não é porque o santo é de barro que vou quebrá-lo... Vejo todo mundo atacando e ameaçando os magistrados e seus familiares, e isso do meu ponto de vista não é correto, o certo seria caçar o mandatos dos que não merecem a toga, mas respeitar a instituição, ou continuamos um chiqueiro de porcos..
Enviado por Maria Augusta da Silva Caliari em 02/03/2026
Alterado em 03/03/2026