
A Lei só pune os pés de chinelo"
O conceito clássico da Justiça como "Protetora do povo," aquela Entidade Imparcial que Equilibra a balança entre o Forte e o Fraco atravessa hoje, uma Crise de Identidade profunda no Brasil. Se Antes era vista como a "Mãe" que acolhe o desvalido, Hoje a percepção pública é de uma madrasta distante e burocrática.
Tradicionalmente, a Justiça é representada pelo Poder Judiciário, cujo papel é garantir que a Lei seja o escudo do cidadão. No entanto, o distanciamento entre o texto constitucional e a realidade das ruas criou um abismo.
O uso de termos como "Inquérito do Fim do Mundo" reflete o temor de que o tribunal se tornou o próprio acusador. Quando o juiz escolhe o inimigo, a justiça deixa de ser mãe para ser carrasco.
A percepção de que a Lei só alcança o "pé de chinelo" é corroborada pela lentidão em casos de corrupção de colarinho branco, em contraste com a agilidade nas penas para crimes comuns. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostra que o Sistema é Lento e Caro, o que afasta o cidadão médio da busca por seus Direitos.
Críticos apontam que o judiciário brasileiro passou a ocupar um espaço Político Vazio, o chamado Ativismo Judicial. Nessa transição, a Justiça abandonou a tarefa de cuidar da Ordem Social para se tornar um Agente de Poder, muitas vezes ignorando o princípio de que "todo poder emana do povo".
Concluindo:
Ao se tornar "seletiva" ou "política", a Justiça perde sua essência materna. O povo brasileiro sente-se, hoje, Órfão de uma Instituição que deveria garantir a Paz Social. Sem a confiança na imparcialidade, resta apenas a força da caneta, que, como vimos, não consegue tapar o Sol com a peneira da Crise de Legitimidade.
A justiça só voltará a ser a "mãe do povo" quando o rito processual for respeitado acima dos nomes e das ideologias,não é vero?
Enviado por Maria Augusta da Silva Caliari em 02/03/2026