
É ferida sem marca"
Não é carne que padece,
Nem o osso que se quebra,
É Alma que escurece,
Nessa fresta de uma quebra,
Onde o pranto não aparece,
Mas no peito tudo celebra!
!
Uma ferida sem marca,
Um corte sem o sangrar,
A Alma vira uma barca,
Num Oceano a naufragar,
Sob o peso de uma Arca,
Que ninguém pode carregar!
A Dor que a mente produz,
É Veneno no segredo,
Apaga a chama da luz,
Alimenta o próprio medo,
É a sombra que conduz,
O Destino pelos dedos!
Enviado por Maria Augusta da Silva Caliari em 04/03/2026