
"Um Poder Podre"
No Alto do Palácio, o Mármore brilha,
Enquanto o Povo, em dorso curvado,
Carrega o peso de uma Casta trilha,
De um Cetro de ouro, em sangue batizado!
A Lei se cala, a Justiça humilha,
Diante do Lucro que foi planejado!
Pois quem Governa, em sua Matilha,
Devora o Pão do Cristão Injustiçado!
Erguem-se Muros, Cercas e Decretos,
Para Esconder a Fome que galopa
Nos Becos frios, sob Tetos abjetos!
O Luxo farto, a Sede que interrompe,
É o Cálice Amargo, a última Copa,
De um Poder Podre que a Alma corrompe!
Enviado por Maria Augusta da Silva Caliari em 13/03/2026