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"No meu peito não há clarão"
Quando olho as estrelas no céu, Sinto um vazio no peito crescer, Como se o mundo tirasse o véu E me mostrasse o que é não ser. Naquela luz que o tempo esqueceu, Vejo o silêncio do meu viver!
A noite brilha em prata e em ouro, Mas no meu peito não há clarão. As estrelas guardam seu tesouro Longe do alcance da minha mão. O universo é um imenso coro, Onde sou nota de solidão!
Perdido em meio à poeira estelar, Sinto a distância de cada ponto. Daria tudo para te encontrar, Mas no infinito eu me desmonto. Pois contemplar esse brilho lunar É ter o vácuo como confronto! Maria Augusta da Silva Caliari
Enviado por Maria Augusta da Silva Caliari em 15/03/2026
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