
"Destino amargo como fel"
A frase astuta, o verbo lapidado,
Que busca a paz em linhas de papel,
Se esvai no vento, mudo e derrotado,
Quando o destino é amargo como o fel!
Não há sintaxe, verso ou enunciado
Que trave o golpe ou mordaça no quartel!
Onde o canhão profere o seu ditado,
A voz do mestre perde o seu papel!
Pois na trincheira o medo não consome
O belo adjetivo ou a oração,
Ali se morre apenas pelo nome!
Discurso é brisa, a guerra é o furacão!
Se o ferro fala, a lógica tem fome,
E o sangue ignora a vã declamação!
Enviado por Maria Augusta da Silva Caliari em 16/03/2026