
"Dor que não faz alarde"
No rastro da ventania,
Vi meu destino passar,
Levando a doce alegria
Que eu não soube segurar.
Restou-me a Melancolia
No peito a me sufocar!
É Dor que não faz alarde,
Que chega sem avisar,
Como o silêncio da tarde
Olhando o Sol se apagar.
No peito o suspiro arde,
Sem ter Onde descansar!
Sou Barco sem marinheiro
No Mar de um tempo perdido,
Buscando o Rumo certeiro,
De um Sonho que foi ferido.
O pranto é meu companheiro,
Nesse Deserto comprido!

Jacó Filho
Divinal, mega poeta
"VENCENDO A DOR"
Se tenho tristeza canto,
Para dizer o que sinto.
Às vezes me vem o pranto,
Em outras acabo rindo.
Quando vejo uma saída,
Chamo outra vez a vida,
Pra lutarmos outro tanto.
Longe desse labirinto,
Se tenho tristeza canto,
Para dizer o que sinto.
Enviado por Maria Augusta da Silva Caliari em 21/03/2026
Alterado em 22/03/2026