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O que tens de diferente,tens de bonito!

Textos

 

 

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"Peixes flutuam sem alento"

 

três sestilhas sobre a poluição dos rios

O rio que outrora era espelho,

Reflexo azul de um céu sem fim,

Hoje carrega o luto e o joelho

Dobrado ao lixo, ao lodo e ao sim

De um progresso sem conselho!

 

Que torna a água um triste confim.

Peixes que flutuam sem alento,

Sufocados por plástico e metal,

São o retrato de um esquecimento,

De um descuido que se tornou fatal.

O curso d'água segue lento!

 

Agonizando em seu leito vital.

A margem chora o verde perdido,

O veneno corre onde havia luz.

O grito da terra, tão sofrido,

É a corrente que o mal conduz.

Rio ferido, rio esquecido!

 

 

Maria Augusta da Silva Caliari
Enviado por Maria Augusta da Silva Caliari em 07/04/2026


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