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"Nó que a Voz não desata"
Olhar se perde na linha do Horizonte, Onde o Adeus se faz sombra e desencanto; Corre o Amargor, tal qual água de fonte, Que molha a Alma e se transforma em pranto!
Fica o Silêncio, essa Muralha ponte, Cobrindo o Peito com seu Negro manto; Não há Palavra que o Espírito apronte, Para curar de um Golpe o que dói tanto!
É um Rasgar de Carne, um corte mudo, Um Nó na garganta que a Voz não desata, Enquanto o Mundo se torna vazio!
A Despedida, enfim, rouba-nos tudo: Leva o Calor, a Luz que nos retrata, E deixa o Rastro de um Inverno Frio! Maria Augusta da Silva Caliari
Enviado por Maria Augusta da Silva Caliari em 29/04/2026
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