
"Olhar no Olhar se reproduz"
Cessa o Silêncio, a Estrada enfim termina,
O que era Ausência faz-se agora Luz;
A Mão que o Tempo e a Distância conduz,
Abre o Portal qu' a Alma descortina!
Cai a Saudade, essa sombra Ferina,
Pois o olhar no Olhar se reproduz;
O Coração, que o Pranto seduz,
Sente o Abraço que a dor extermina!
Tudo o que o Longe guardou em segredo,
No doce Encontro se torna Verdade,
Limpando o Rastro de todo o Degredo!
Fica o Presente, sem fresta ou Grade,
Pois o Reencontro expulsa o Medo:
É o fim da Noite tal qual Eternidade!
Enviado por Maria Augusta da Silva Caliari em 29/04/2026
Alterado em 29/04/2026