
"Onde falta competência, sobra burocracia."
A gestão incompetente é como uma embarcação luxuosa entregue a quem não conhece os ventos nem respeita o mar. É o exercício do poder sem o contrapeso da responsabilidade, onde o cargo é visto como um trono e não como uma ferramenta de serviço. Nas mãos da imperícia, o planejamento dá lugar ao improviso, e a estratégia é sufocada pelo capricho do momento.
Onde falta competência, sobra burocracia. O gestor despreparado teme o talento alheio e, por isso, cerca-se de espelhos que apenas refletem sua própria insegurança. Ele não lidera! Comanda pelo medo ou pela confusão. As decisões são tomadas no escuro, sem olhar para os dados, sem ouvir as bases, transformando o esforço coletivo em um desperdício de energia e de sonhos. É a arte de complicar o simples e de ignorar o essencial, enquanto a estrutura se corrói sob o peso da negligência.
No fim, o custo da incompetência não é pago por quem a exerce, mas por aqueles que dela dependem. É o tempo perdido que não volta, o recurso que escoa pelo ralo da desorganização e a desmotivação que apaga o brilho de quem ainda queria construir. Uma gestão vazia de técnica e de ética é uma casa construída sobre a areia: pode parecer imponente por fora, mas é incapaz de oferecer abrigo quando a primeira tempestade da realidade bate à porta,não é vero?
Enviado por Maria Augusta da Silva Caliari em 30/04/2026