
"Morre Idoso e morre Esperança"
Na sala Escura, a cadeira balança,
Olhando a Porta que nunca se abre
A Solidão é um Peso que sabe
No Peito cansado que já não Dança!
O Tempo passa e a tarde avança,
Nenhum Abraço que o Frio desabe,
Nenhuma Voz que o silêncio acabe,
Morre Idoso e morre Esperança!
Esquecido num canto qualquer,
Quem Tanto deu! Cuidou no passado,
Hoje não passa d'um quadro desbotado
Ninguém pergunta o que ele quer!
No Asilo frio, um Corpo largado,
Morre aos poucos de Afeto e de Sede!
Enviado por Maria Augusta da Silva Caliari em 24/05/2026
Alterado em 24/05/2026