
"A calçada fria serve de cama"
A Rua não mente. Ela é um Livro duro Escrito em concreto e asfalto, onde cada esquina Conta uma História que a cidade tenta Apagar. Sob o céu Cinzento, os letreiros de neon iluminam vitrines Caras, enquanto a calçada Fria serve de Cama para quem não Tem para onde ir.
A correria dos carros velozes e das Pessoas ocupadas Esconde o Olhar silencioso de uma Criança que Segura um Copo de Plástico, esperando por uma Moeda ou por um Sorriso que nunca vem.
A cidade Real vive desse contraste. É o cheiro do café barato se Misturando com a Fumaça, o som do Vendedor gritando pelo seu Pão e o passo pesado do Trabalhador que deixa o próprio suor no chão.
A rua Carrega o peso de um País que cresce Rápido demais, mas Deixa o seu próprio Povo para trás. Ela é um palco de Lutas e de rostos Esquecidos, um lugar onde a Sobrevivência é uma Batalha diária, mas Também , onde a Esperança de um Amanhã melhor Provoca o concreto Duro todos os dias.
Assim, acontece, nas pequenas e grandes cidades no Planeta e em nossos brasis, queres mais? infelizmente é o que nos choca e fere a Alma...
Divinal inspiração, mega poeta Jacó Filho
"MALABARISTA DE RUA"
Nem sempre seus malabares,
Ajudam matar a fome,
Sendo alvo dos olhares,
Que o egoísmo consome.
Mostrando a alma nua,
Nos cruzamentos das ruas,
Tornam-se familiares,
Os que torcem pra que tombe...
Nem sempre seus malabares,
Ajudam matar a fome...
Enviado por Maria Augusta da Silva Caliari em 28/05/2026
Alterado em 30/05/2026