
"Deixando o Chão da sua Terra"
A mala cheia de poeira e de esperança,
Deixa a Terra que o Sol castiga e queima,
O nordestino na fraqueza ainda teima,
Pois na bagagem traz a força da infância.
A Seca braba que maltrata e que balança,
Obrigou o Povo a pegar o seu Destino!
Seguindo a rota de um rumo Peregrino,
Atrás de Pão, de Trabalho e de Guarida,
Deixando o Chão da sua Terra tão querida,
Para mudar a Sorte do seu Destino!
A Guerra aqui é contra a Fome e a Pobreza,
Expulsando o Homem do seu canto e do seu lar,
Fazendo o pranto nos seus Olhos marejar,
Ao ver a horta sem nenhuma natureza,
Mas o Migrante não se rende à tristeza,
Ele caminha com as Pernas do cansaço,
Erguendo a Vida no suor do próprio braço,
Reconstruindo o Futuro noutro chão,
Trazendo a Herança de quem vence a Opressão,
E faz a História do jeito que é seu passo!
Divinal, poeta Jacó Filho
"NORDESTINO"
Sou um Nordestino desses que não se humilha,
Também migrei pra São Paulo nos anos setenta...
Pioneiro nas tecnologias que a internet fomenta,
Implantando em todo Brasil a rede que ora brilha...
Livrando-me das condições de usar bolsa família,
Lamento pelos irmãos, que o vermelho sustenta...
Sem programa educativo pra de forma poeirenta,/
Não dá ao assistido independência nem as trilhas...
Apenas garantem votos que no poder os sustenta,
Dos famintos enganados por partidos e quadrilhas...
Enviado por Maria Augusta da Silva Caliari em 16/08/2026
Alterado em 17/08/2026