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![]() "O Ogulho cega a gente"O erro bate na porta Sem pedir licença e entra, Faz a alma ficar torta E o coração se lamenta. O orgulho cega a gente, Mas o tempo, de repente, Mostra o estrago que faz. O peito chora o que ouviu, Pelo bem que se uniu E que agora já não mais!
Arrependimento é faca Que retalha por dentro, É a borracha que apaga O pior dos nossos intentos. Quem reconhece o pecado Sai do escuro e do prado Onde a ilusão reinou, Pois o homem que erra e chora, E se arrepende na hora, É o ser que se salvou!
Não há vergonha nenhuma Em dizer: "eu fui culpado". A vida não é coluna De mármore no passado. Quem perdoa e se redime, Deixa a culpa que o oprime E caminha com mais luz. Errar é da nossa altura, Mas a santa brandura É o perdão que nos conduz!
"ALMA ARROGANTE"
É fria a alma, que fere e rejeita a vida, Alegando poderes e direitos especiais. Que desvincula das origens ancestrais, Como se vítima, por não ser preferida.
Denigre as pessoas, pondo-se superior, Julga sem provas, e às trevas, condena, Drena as energias, pra roubar as cenas; E injeta o seu ódio disfarçado de amor...
Pra levar ao inferno, ela finge e seduz, Usa o nome de Deus pra lhe dá crédito; Convence com golpe em estilo inédito.
Jamais mostra a face por trás do capuz, E dum ser iluminado vende o arquétipo. E sendo infeliz, tem consigo, um débito. Maria Augusta da Silva Caliari
Enviado por Maria Augusta da Silva Caliari em 25/09/2026
Alterado em 27/09/2026 Copyright © 2026. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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