
"Água, o sangue Azul do Mundo"
O Desperdício da Natureza é o silêncio que sufoca o Amanhã, uma sangria Lenta provocada por Mãos que colhem mais do que Plantam e consomem mais do que Necessitam!
A Terra deita-se sob o peso do Excesso. Rios que antes Corriam como Veias pulsantes de Prata agora Arrastam a cal ou morrem antes de tocar o Mar, sacrificados no Altar do Consumo imediato!
Há um banquete invisível onde o homem Devora o próprio Futuro: derruba-se a Floresta milenar para alimentar a pressa de um Século que não sabe esperar, esvazia-se o Fruto para adornar a Mesa da vaidade, e a Água pura , o Sangue Azul do Mundo,que escorre sem rumo pelas Sarjetas da indiferença!
A Natureza não cobra Juros, mas guarda a Memória de cada Gota rejeitada, de cada Folha arrancada sem urgência. O Vento que Hoje sopra Quente carrega o Lamento das copas que caíram, a Chuva que escasseia é o Choro de uma Atmosfera Exausta de ser Depósito de Fumaça e Orgulho!
Desperdiçar o Verde é apagar a Luz dos olhos que ainda vão Nascer, deixando como herança um Solo estéril e o Eco de uma Fartura que virou Poeira. O Planeta, em sua Paciência de Rocha, adverte: quem rasga o manto da Terra costura a própria Escassez,não é vero?
Enviado por Maria Augusta da Silva Caliari em 25/09/2026