
"Resultado Matemático das nossas escolhas"
Dizer que o Brasileiro é um Povo que tem Fé no futuro já virou clichê de Discurso Político e conversa de botequim. Repete-se, há pelo menos um Século, que este é o "país do amanhã". O problema do Amanhã é que ele, por definição, nunca chega; quando acordamos, já é Hoje. E o Hoje do Brasil sempre parece uma eterna Sala de Espera, onde o destino da Nação está guardado em uma gaveta trancada, cuja Chave ninguém sabe bem onde foi parar.
Caminhando pelas ruas centrais de qualquer metrópole do país, percebe-se que o Destino do Brasil não é traçado apenas nos Gabinetes acarpetados de Brasília, mas sim no Asfalto quente. Está nos olhos do Jovem que divide o Tempo entre a Entrega de aplicativo e o Sonho da faculdade, na Mãe que acorda antes do Sol para garantir que o filho não Pule uma refeição, no Microempresário que equilibra as contas como um Equilibrista de circo. Há uma Força motriz impressionante nessa Gente que teima em Dar certo em um Cenário desenhado para dar Errado.
A grande Ironia Nacional é a nossa Relação com o próprio Destino. Ora, nos entregamos a um Complexo de vira-lata Avassalador, acreditando que estamos Condenados ao Atraso eterno, ora somos tomados por um Ufanismo Ingênuo, esperando que uma Riqueza milagrosa, seja o ouro, o café, o petróleo ou as commodities da Vez , resolva todas as Nossas Mazelas sem que precisemos Fazer o Dever de casa. Esperamos pelo Destino como quem Espera o ônibus: sentados, reclamando do Atraso, mas sem Questionar quem está na direção.
O Destino da Nação Brasileira não é uma Profecia Astrológica e nem um Fado inescapável. Ele é o Resultado Matemático das Nossas escolhas Coletivas e das nossas Omissões diárias. Enquanto tratarmos a Educação como Gasto e não como Alicerce, enquanto a Desigualdade for Vista como Paisagem e a Corrupção Estrutural como "Jeitinho", o Amanhã continuará Sendo uma miragem no Horizonte,não é vero?
Enviado por Maria Augusta da Silva Caliari em 08/10/2026