
"Juventude sem rumo certo nas três últimas décadas"
Quem viveu a Juventude nas três últimas décadas participou, sem saber, da filosofia petista,na escola e a Revolução Social do outro lado,que não é necessário delinear ,pois foi de uma das transições mais silenciosas da história humana. A maioria dos jovens ouvia e assimilava,pois achava linda e correto o que apregoavam na escola.Não houve uma revolução armada nas ruas, tampouco grandes festivais de lama e utopia que pararam o trânsito das metrópoles. A juventude que desabrochou entre a virada do milênio e os dias de hoje escolheu ou foi empurrada para a calmaria e exigência do que é bom e faz bem. Uma juventude pacata e até desordeira,sob o comando de alguém por trás dos panos,mas de corpos expostos e mentes em ebulição digital.
Se olharmos para os anos 1960 ou 1980, a juventude era sinônimo de barulho. Era o corpo na rua, a jaqueta de couro, o manifesto impresso em mimeógrafo, o risco do esbarrão. Ser jovem exigia uma dose de atrito com o asfalto. Nas últimas três décadas, porém, o atrito foi substituído pelo deslizar suave do dedo sobre o vidro luminoso.
Nascia, ali, a era dos rebeldes de pantufas,mas, se
, impulsionados saíam quebrando tudo.Uma geração, incrivelmente pacífica, se comparada às anteriores. Os índices de criminalidade juvenil despencaram em vários cantos do globo, o consumo de álcool na adolescência mudou de perfil e as festas barulhentas foram trocadas por reuniões íntimas, maratonas de séries e fones de ouvido com cancelamento de ruído. Há uma doçura melancólica nessa quietude. É uma juventude que só quebra vidraças, se estimulada,mas que consome o próprio peito em crises de ansiedade silenciosas, alimentadas pela pressa invisível das redes sociais.
Hoje, ao observar os jovens nos cafés ou nos bancos das faculdades, o que se vê é uma sinfonia de silêncios. Estão juntos, mas cada um habita sua própria órbita. A contestação e o grito de revolta, que antes exigiam palcos e megafones, agora são resolvidos em textos de duzentos caracteres ou em vídeos de quinze segundos, assistidos na penumbra de uma cama bem arrumada.
Essa calmaria não significa ausência de paixão, mas sim uma mudança drástica de Geografia. O jovem pacato das últimas décadas trocou a imensidão das praças pela infinitude das telas. Eles não querem incendiar o Mundo, eles estão ocupados demais tentando entender como sobreviver a Ele sem fazer barulho. No final das contas, a juventude continua a ser o motor do tempo, a diferença é que, agora, o motor é elétrico e quase não emite som. Deus os cuide!Que futuro os espera?Que têm eles, para ajudar no crescimento da nossa Pátria amada? Estão aptos , pequena parcela ,a qual teve a família como instrutora,mas é muito pouco pela quantidade de valores que são exigidos em uma sociedade participativa!!!
Enviado por Maria Augusta da Silva Caliari em 14/10/2026