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"O tal do Jeitinho"
Vou contar nesta poesia Uma prosa bem sincera De uma gente tão esperta Que engana quem pudera. Faz da Lei um mero pano, Passa a perna todo ano!
E de graça só exagera Tem o tal do "Jeitinho" De história inventada por aí, Dão um tom de brincadeira Para o que se vê por aqui: É propina disfarçada!
É maracutaia armada, Que faz a honra sumir. O sujeito de gravata Promete o Céu e o Mar, Faz discurso bem bonito Pra o Povão arrepiar!
Mas depois que pega o posto, Muda logo até o gosto: Começa a desviar. Tem desvio na Saúde, Tem falcatrua na Estrada, A Escola caindo aos pedaços!
E a Verba sumindo do Nada. O Graúdo fica rico, Enquanto o Pobre e o aflito Levam desaforo de montão É tramoia no Contrato, É suborno na Repartição!
Voto comprado a granel Sem um pingo de perdão. Giram a Bolsa e o Papel, Rasgam Leis de cabo a rabo, Companheiros do Diabo Brincando com a Nação!
Mas cordelista não dorme, Tem a vista bem atenta: Quem faz truque e malandragem Um Dia a conta Apresenta. A Verdade bate à porta, A Justiça não se entorta, E a Corrupção arrebenta! Maria Augusta da Silva Caliari
Enviado por Maria Augusta da Silva Caliari em 20/10/2026
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