
"Levo a saudade do que fomos"
Ficas calado quando falo de carinho,
Teu silêncio corta o ar como uma espada.
Deixo meu peito aberto nesta caminhada,
Mas percebo que agora sigo sozinho!
Busco em teus olhos um sinal, algum espinho,
Alguma pista da palavra não falada,
Mas tua alma permanece ali, trancada,
E aceito o fim do que ruiu devagarinho!
Se o meu amor te causa espanto ou desespero,
Eu quebro o eco desse espaço que nos consome,
Pois este vácuo no vazio eu já não quero!
Levo a saudade do que fomos no meu passo,
Deixo teu nome se perder no próprio nome,
E me despeço, de uma vez, do teu abraço!
Enviado por Maria Augusta da Silva Caliari em 06/11/2026
Alterado em 06/11/2026