Título do Site Poesia&prosa

O que tens de diferente,tens de bonito!

Meu Diário
12/08/2018 23h01
"A Era dos Homens de Ferro!"

 

"A Era dos Homens de Ferro!"

A era dos homens de ferro

 

Antes não estivesse eu entre os homens da quinta raça, mais cedo tivesse morrido ou nascido depois. Pois agora é raça de ferro e nunca durante o dia cessarão de labutar e penar e nem à noite de se destruir; e árduas angústias os deuses lhes darão. Entretanto, a esses males bens estarão misturados. Também esta raça de homens mortais Zeus destruirá, no momento em que nascerem com têmporas encanecidas. Nem pai a filhos se assemelhará, nem filhos a pai; nem hóspedes a hospedeiro ou companheiro a companheiro, e nem irmão a irmão caro será, como já havia sido; vão desonrar os pais tão logo estes envelheçam e vão censurá-los, com duras palavras insultando-os; cruéis; sem conhecer o olhar dos deuses e sem poder retribuir aos velhos pais os alimentos; (com a lei nas mãos, um do outro saqueará a cidade) graça alguma haverá a quem jura bem, nem ao justo nem ao bom; honrar-se-á muito mais ao malfeitor e ao homem desmedido; com justiça na mão, respeito não haverá; o covarde ao mais viril lesará com tortas palavras falando e sobre elas jurará. A todos os homens miseráveis a inveja acompanhará, ela, malsonante, malevolente, maliciosa ao olhar. Então, ao Olimpo, da terra de amplos caminhos, com os belos corpos envoltos em alvos véus, à tribo dos imortais irão, abandonando os homens, Respeito e Retribuição; e tristes pesares vão deixar, aos homens mortais. Contra o mal força não haverá.

Pandora abre a caixa das doenças, dos vícios e da morte - Waterhouse

Pandora abre a caixa das doenças, dos vícios e da morte - Waterhouse

No mito de Prometeu e Pandora, Hesíodo nos dá um panorama da Era de Ferro: doenças, a velhice e a morte; a ignorância do amanhã e as incertezas do futuro; a existência de Pandora, a mulher fatal, e a necessidade premente do trabalho. Uma junção de elementos tão díspares, mas que o poeta de Ascra distribui num quadro único. As duas Érides, as duas lutas, se constituem na essência da era de ferro.

A causa de tudo foi o desafio a Zeus por parte de Prometeu e o envio de Pandora. Desse modo, o mito de Prometeu e Pandora forma as duas faces de uma só moeda: a miséria humana na Era de Ferro.

A necessidade de sofrer e batalhar na terra para obter o alimento é igualmente para o homem a necessidade de gerar através da mulher, nascer e morrer, suportar diariamente a angústia e a esperança de um amanhã incerto.

É que a Era de Ferro tem uma existência ambivalente e ambígua, em que o bem e o mal não estão somente amalgamados, mas ainda são solidários e indissolúveis.

Eis aí por que o homem, rico de misérias nesta vida, não obstante se agarra a Pandora, “o mal amável”, que os deuses ironicamente lhe enviaram.

Se este “mal tão belo” não houvesse retirado a tampa da jarra, em que estavam encerrados todos os males, os homens continuariam a viver como antes, “livres de sofrimento, do trabalho penoso e das enfermidades dolorosas que trazem a morte”.

As desgraças, porém despejaram-se pelo mundo; resta, todavia, a Esperança, pois afinal a vida não é apenas infortúnio: compete ao homem escolher entre o bem e o mal.

Pandora é, pois, o símbolo dessa ambiguidade em que vivemos. Em seu duplo aspecto de mulher e de terra, Pandora expressa a função da fecundidade, tal qual se manifesta na Era de Ferro na produção de alimentos e na reprodução da vida.

Já não existe mais a ambundância espontânea da Era de Ouro; de agora em diante é o homem quem desposita a sua semente no seio da mulher, como o agricultor a introduz penosamente nas entranhas da terra.

Toda riqueza adquirida tem, em contrapartida, o seu preço. Para a Era de Ferro a terra e a mulher são simultâneamente princípios de fecundidade e potências de destruição: consomem a energia do homem, destruindo-lhe, em consequência, os esforços; “esgotam-no, por mais vigoroso que seja”, entregando-o à velhice e à morte, “ao depositar no ventre de ambas” o fruto de sua fadiga.

Pesquisa  na Internet via Google.


Publicado por Maria Augusta da Silva Caliari em 12/08/2018 às 23h01
 
12/08/2018 22h52
"A raça dos heróis!"

"A raça dos heróis!

Era dos Heróis

Era dos Heróis

Mas depois também a esta raça a terra cobriu, de novo ainda outra, quarta, sobre fecunda terra Zeus fez mais justa e corajosa, raça divina de homens heróis e são chamados semideuses, geração anterior à nossa na terra sem fim.

A estes a guerra má e o grito temível da tribo a uns, na terra Cadméia, sob Tebas de Sete Portas, fizeram perecer pelos rebanhos de Édipo combatendo, e a outros, embarcados para além do grande mar abissal.

ATróia levaram por causa de Helena de belos cabelos, ali certamente remate de morte os envolveu todos e longe dos humanos dando-lhes sustento e morada Zeus Pai nos confins da terra os confinou.

E são eles que habitam de coração tranquilo a Ilha dos Bem Aventurados, junto ao Oceano profundo, heróis afortunados, a quem doce fruto traz três vezes ao ano a terra nutre.

A quarta era é a dos heróis, criados por Zeus, uma “raça mais justa e mais brava, raça divina dos heróis, que se denominam semideuses”.

 Lendo-se, com atenção o que diz Hesíodo acerca dos heróis, nota-se logo que os mesmos formam dois escalões: os que, como os homens da era de bronze, se deixaram embriagar pela violência e pelo desprezo pelos deuses e os que, como guerreiros justos, reconhecendo seus limites, aceitaram submeter-se à ordem superior.

O primeiro escalão, após a morte, são como os da Era de Bronze, lançados no Hades, onde se tornam mortos anônimos; o segundo, recebem como prêmio, a Ilha dos Bem Aventurados, onde viverão para sempre como deuses imortais.

Os heróis

Todas as culturas primitivas e modernas tiveram e têm seus heróis, mas foi particularmente na Hélade, que a estrutura e as funções do herói ficaram bem definidos. 

E, apenas na Grécia os heróis desfrutaram um prestígio religioso considerável, alimentaram a imaginação e a reflexão, suscitaram a criatividade literária e artística.

Via de regra, os heróis têm um nascimento complicado, como Perseu, Teseu, Hercules, e descendem de um deus com uma simples mortal.

De qualquer forma, exatamente por ser um herói, a criança já vem ao mundo com duas virtudes inerentes à sua condição e natureza: a honorabilidade pessoal e a excelencia, a superioridade em relação aos outros mortais, o que o predispõe a gestos gloriosos, desde a mais tenra infância ou tão logo atinja a puberdade.

Dado importante, para que o herói inicie seu itinerário de conquistas e vitórias, é a educação que o mesmo recebe, o que significa que o futuro benfeitor da humanidade vai desprender-se das garras paternas e ausentar-se do lar, por um período mais ou menos longo, em busca de sua formação iniciática.

A partida, a educação e, posteriormente, o regresso representam, o percurso comum da aventura mitológica do herói, sintetizada na fórmula dos ritos de iniciação separação-iniciação-retorno, partes integrantes e inseparáveis de um mesmo e único mito.

Separando-se dos seus e, após longos rios iniciáticos, o herói inicia suas aventuras, a partir de proezas comuns num mundo de todos os dias, até chegar a uma região de pródígios sobrenaturais, onde se defronta com forças fabulosas e acaba por conseguir um triunfo decisivo.

Ao regressar de suas misteriosas façanhas, ao completar sua aventura, o herói acumulou energias suficientes para ajudar a outorgar dádivas inesquecíveis a seus irmãos.

Vários foram os mestres dos heróis, mas o educador-modelo foi o pacífico Quiron, o mais justo dos centauros, na expressão de Homero. Muitos heróis passaram por suas mãos sábias, na célebre gruta em que residia no monte Pélion: Peleu, Aquiles, Jasão…  Quiron era antes do mais, um médico famoso, onde seu saber enciclopédico fazia do educador de Aquiles um mestre na arte das disputas atléticas e, talvez, praticasse e ensinasse ainda a arte divinatória.

O herói é, em princípio, uma idealização e para o homem grego talvez estampasse o protótipo imaginário da suma probidade, o valor superlativo da vida helênica.

É importante afirmar que os heróis eram física e espiritualmente, superiores aos homens. 

Sob esse enfoque, o herói surge aos nossos olhos, com alto, forte, destemido, triunfador.

Se o herói tem um nascimento difícil e complicado; se toda a sua existência terrena é um desfile de viagens, de arrojo, de lutas, de sofrimentos, de desajustes, de incontinência e de descomedimento, o último ato de seu drama a morte, se contitui no ápice de sua prova final: a morte do herói ou é traumática e violenta ou o surpreende em absoluta solidão.

A morte do herói transforma-o num intermediário entre os homens e os deuses, num escudo poderoso que protege a pólis contra invasões inimigas, pestes, epidemias e todos os flagelos.

Participa de uma imortalidade de cunho espiritual, garante a perenidade de seu nome, tornando-se um modelo exemplar para quantos se esforçam por superar a condições efêmera do mortal e sobreviver na memória dos homens.

Pesquisa na Internet via Google.


Publicado por Maria Augusta da Silva Caliari em 12/08/2018 às 22h52
 
12/08/2018 22h44
"A criação da Terra!"

 

Cosmogonia: A criação do Universo (por Hesíodo)

o Caos

o Caos

A cosmogonia grega, segundo Hesíodo, desenvolve-se, ciclicamente, de baixo para cima, das trevas para a luz.

Primeiro era o Caos (vazio primordial, vale profundo, espaço incomensurável), matéria eterna, informe, rudimentar, mas dotada de energia prolífica).

Depois surgiu a Terra (Gaia) – como eterna moradia para os deuses no Olimpo e no Tártaro (habitação profunda) e, simultaneamente, Eros (o Amor – a força do desejo).

Gaia (ou Géia) - a Terra

Gaia (ou Géia) - a Terra

Nyx - anoite

Hemera

Do Caos rebentam a Noite (Nyx) e Erebos (a escuridão profunda).

A Noite dá à luz, fecundada por Erebos, ao Dia (Hemera) e o Éter.

A Terra (Gaia) dá à luz ao Céu (Urano), Montes e Pontos (mares).

Figura11

Com ele, ela cria os Titãs (Oceano, Ceos, Crio, Hiperión, Jápeto e Cronos) e as Titãnidas (Téia, Réia, Mnemósina, Febe e Tétis); entretanto Urano não lhes permitia sair do seio da Terra.

ciclope

ciclope

Hecatônquiros

Hecatônquiros

Após os Titãs e Titânidas, Urano e Gaia geraram os Ciclopes (que tinham um só olho no meio da testa) e os Hecatônquiros (Monstros de cem braços e de  cinquenta cabeças).

Os deuses criam, um após o outro, 5 “raças de homens.


Publicado por Maria Augusta da Silva Caliari em 12/08/2018 às 22h44
 
08/08/2018 14h39
"Essa eu ouvi contar!"

 


Conta a lenda que um Rei, ao caçar na floresta, foi mortalmente ferido,sendo salvo por uma bruxa velha e feia.

Em sinal de gratidão o Rei disse a ela que poderia pedir o que quisesse.

Ela, então, diz que quer se casar com ele.

O amigo mais próximo do Rei, sabendo da dificuldade que isso traria, se oferece para casar-se em seu lugar.

A bruxa aceita.

Realizadas as núpcias, na noite em que se consumaria a união, o amigo do Rei vê entrar em seus aposentos a mais linda mulher do mundo.

A bruxa, transformada em princesa, diz à ele que pode escolher tê-la bela, de dia ou à noite.

O bom homem, enternecido pelo oferecimento, diz a ela que a escolha não pode ser dele, mas dela.

Em razão disso, a bruxa horrenda passa a se apresentar, para seu amado e o mundo, tão bela durante o dia quanto durante à noite.


Publicado por Maria Augusta da Silva Caliari em 08/08/2018 às 14h39
 
08/08/2018 14h26
"Beijos calorosos no teu coração!"

Nessa carta, quero te falar tudo o que sinto e mostrar a imensa felicidade que  me trazes. Tenho bastante medo de gostar tanto de alguém assim e me magoar depois, mas gosto de viver o agora! E o meu presente és tu!



Toda vez que penso em ti, te vejo como um presente que Deus me mandou para preencher o espaço vazio que havia no meu coração!



É difícil de entender, mas mesmo não estando  ao teu lado, me sinto a pessoa mais feliz e especial desse mundo!



Todos os momentos que  poderíamos ter e não temos!Poderíamos fazer viagens, dar nossas risadas, exatamente tudo seria perfeito!



Bastava- me eu estar ao teu lado,mesmo não indo a  lugar  algum.



Se fôssemos eu toparia  ir até o fim do mundo, pois sei que teria  alguém para contar até nos momentos  em que eu precisase do teu colo!



Saiba que  o meu amor  é  tão  grande  e não há ninguém tão especial quanto  tu  em minha vida daqui em diante!!!



Beijos calorosos  da tua amada  no  teu coração!



Publicado por Maria Augusta da Silva Caliari em 08/08/2018 às 14h26



Página 11 de 15 « 11 12 13 14 15 [«anterior] [próxima»]



Site do Escritor criado por Recanto das Letras